Cass McCombs vem atrasado mas mais que a tempo. Há um ano, cancelou um concerto em regime acústico marcado para o Teatro Maria Matos por ter caído de um skate e sofrido uma lesão. Não foi só a visita a Lisboa que teve que ser adiada; toda a digressão europeia ficou em suspenso. Agora, regressa a Portugal para três concertos propulsionados pelo excelente Big Wheel and Others de final de 2013.
Jornada pela canção americana do Oeste, começa com os acordes do Norte de África onde os blues nasceram e faz-se ao caminho como se escrevesse crónicas de viagem onde as personagens são as histórias e as canções os postais. Da poeira do deserto à Califórnia soalheira, McCombs é caixeiro-viajante numa travessia de 22 canções por horizontes desfiladeiros, qual Bob Dylan de políticas espirituais.
id=m_jA8-Gf1M0width=600height=350Escrita segura para imagens com voz em que faz de trovador-narrador de mitos e lendas verdadeiras na imaginação de um cantautor que apesar dos quilos de música editados ao longo dos últimos dez anos tem criatividade inesgotável na ponta dos dedos. Um músico errante mas certo nas crenças musicais. Aquelas que o trazem agora a Portugal para três concertos que pedem o sufixo “imperdível”.
Esta quinta-feira, Cass McCombs passa pelo Teatro Maria Matos e os bilhetes estão quase esgotados. O preço é de 18 euros. Sexta-feira sobe até ao Teatro Aveirense e no sábado sobe ao palco um pouco mais a norte na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.