Oohh-ohh-Chromeo-ohh-ooh. Onze canções para esticar os músculos. Uma super-produção à Kiss à qual só faltam paredes de amplificadores. Dois pares de óculos escuros absolutamente desnecessários para o horário nocturno do concerto em Coachella.
Os Chromeo são isso. A emulação chique do que nos anos 80 era foleiro com solos oleosos de guitarra. Um tributo infinito a Roger Zapp e Roger Troutman com talk box incorporada.
No Texas, os Chromeo apresentaram-se com uma parafernália extensa que serve a ubiquidade de funções de Dave 1 e P-Thugg. As programações substituem a bateria e cada um dos membros tem direito a um mini-palco. Três quartos de hora de Boogie on the Dancefloor com uma mãozinha de Toro Y Moi no delicioso single Come Alive do vindouro White Women que chegará a 12 Maio.
Ainda do novo álbum, anteciparam os singles Sexy Socialite, Over Your Shoulder e Jealous (I Ain’t With it) a mais despudorada de todas as canções pop que já gravaram. E que, já agora, são todas. Pelo meio, um interlúdio com uma versão de California de Tupac transformada em Coachella.
Há três anos, os Chromeo estrearam-se no Super Bock Super Rock e o concerto não esteve à altura das sessões de aeróbica miami bass dos álbuns. Demasiadas quebras e um punch sem força. Problemas aparentemente resolvidos naquele que pode ser um dos pontos quentes do Optimus Alive. Só pode ser.
