Mesa de Mistura

Only Real: um oásis no deserto

O final do ano é tempo de balanços mas também de apostas para as colheitas que se avizinham. Em temporadas anteriores, passaram por esse crivo FKA Twigs, Temples, AlunaGeorge, Disclosure, Jessie Ware, The Weeknd, King Krule, Savages, Kelela, Sampha e Sam Smith, só para citar os mais próximos. Olha-se para 2015 e é um deserto. A lista habitualmente assertiva da MTV é pouco mais que indigente.

A excepção chama-se Only Real e o prólogo começou em 2013 quando se deu a conhecer na magnífica Get It On, vertigem lo-fi  entre Joe Strummer e o C-86 ilustrada por vídeo resgatado ao tempo das cassetes VHS. Depois, veio o ritual do habitual. Descoberto na Internet, Niall Galvin assinou pela EMI e o álbum inaugural chega no início de 2015.

A obsessão nostálgica persiste no single de estreia Yesterdays, aproximação a Madchester com dialéctica cockney obrigatória a contrastar com um refrão amigável e guitarras picadas. Há um ano, apostavam-se cartaz nos Temples. Este ano, esse primado está nas mãos de Only Real. O retro-futuro pertence-lhe.

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