Mesa de Mistura

O tempo dos almoços grátis no streaming pode estar perto do fim

A notícia ainda não está a gerar grandes ecos mas é uma questão de tempo. De acordo com o site Hits Daily Doubleo Spotify pensa introduzir um limite de audições às contas não pagas, forçando os utilizadores a avançar para serviços premium livres de publicidade. Caso se confirme, poderá ser uma machadada na era dos almoços grátis da música na Internet e ainda que novos serviços nasçam regularmente, nenhum se provou tão poderoso e definitivo como o Spotify.

As fontes citadas referem que os acordos com as multinacionais Universal e Sony expiram em 2015 e que uma possível renovação com as editoras será encetada em moldes diferentes dos anteriores. Convém recordar que aquando da celebração do acordo ainda vigente, nem a plataforma do Spotify nem a ferramenta do streaming tinham o peso adquirido nos anos mais recentes.

E casos recentes como o de Taylor Swift que se revelou num dos grandes fenómenos do ano após ter retirado o catálogo completo do serviço antes da edição de 1989 levantaram ainda mais a dúvida à velha indústria. A Sony apressou-se a reagir e num dia aberto aos jornalistas, o responsável Kevin Kelleher declarou estar em processo de ponderação da estratégia.

Por outro lado – e como referiu o patrão da Spotify Daniel Ek – ficou por provar a relação causa/efeito da táctica de Taylor Swift. Em paralelo com a retirada da discografia completa, 1989 era o álbum mais ouvido no…Grooveshark, uma rádio online sem o peso institucional do Spotify mas que agrega alguns milhões de utilizadores.

Estas questões aliadas ao facto de o Beats Music da Apple não incluir a versão free fizeram a indústria repensar. A máquina está em permanente transformação e a tentar acompanhar os hábitos dos consumidores. Quando a lógica da venda de discos fora abandonada, Taylor Swift veio adiar uma morte há muito decretada. Resta saber se será excepção ou regra. O debate continua dentro de momentos na nuvem.