
A melhor electrónica sempre foi a que veio do coração. A máquina executa o que o cérebro decide e não o contrário. Se hoje estamos alienados pela tecnologia, a responsabilidade é nossa mas também há bandas sonoras para reflectir sobre essa problemática filosófica.
As tecnologias já não são novas; estão assimiladas. O computador, o telemóvel, o auto-rádio, a batedeira, o micro-ondas e o frigorífica são utensílios sem os quais temos dificuldade em sobreviver. O mesmo se passa com a pop onde a interferência digital já faz parte da correia criativa de transmissão.
O rock não morreu nem nunca haverá de perecer, convenhamos, é muito difícil inventar o que quer que seja dentro do eixo baixo, bateria e guitarra. E se o mundo mudou tanto nos últimos anos – graças à tecnologia – a música só tem que acompanhar o progresso e antecipar o tempo. Pode ser já esta semana com álbuns de Poliça, DJ Rashad, James Ferraro, Ryan Hemsworth e CFCF. A tradição também está bem defendida com os regressos em EP de Best Coast, Matthew E. White e Ducktails.
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