NOS Alive: o roteiro Mesa de Mistura
Rui Leal
Já foi mais difícil desenhar o roteiro NOS Alive. Anos houve em que o festival era uma gincana inconciliável com ver concertos de uma ponta à outra. Ou um acampamento no chamado “palco secundário”. Uma rendição perante cabeças de cartaz (Depeche Mode, Radiohead, Rage Against The Machine) ou a partilha de segredos indiscretos (Disclosure, Jessie Ware, Jungle, Chet Faker).
Em 2015, não se sofre por antecipação. O factor surpresa não é esperado e é necessário esperar que os cabeças de cartaz terminem para que o palco NOS mereça a devida atenção. Sábado a partir das 23h00 com um Chet Faker em estado de graça acabado de sair de dois coliseus onde não cabia nem mais uma gota de suor e uns Disclosure em exercícios de aquecimento para o segundo álbum Caracal, do qual irão estrear quatro ou cinco canções. Entre elas estão o single Holding On. É possível que face ao alinhamento, Sam Smith se junte em Latch.
Pelo meio, Jessie Ware, Metronomy, Django Django, Roísin Murphy, Azealia Banks e especialmente James Blake aquecem o coração e dão descanso ao corpo. É que perante um roteiro tão económico, não vai ser necessário fazer piscinas nem transpirar a camisola.










